Viagem a Marrakech: 12 ( 1) visitas imprescindíveis

Se há uma cidade que se pode cativar pela sua agitação constante, o ambiente de sua medina e o ruído de seus souks essa é a Marrakech, uma cidade que me deixou perplexo mais por suas gentes, a sua frenética atividade e caótico mercado que, pelas visitas que se podem realizar. Situada aos pés da cordilheira do Atlas, Marrakech, com uma medina, declarada Património da Humanidade pela Unesco, e mais de um milhão e meio de habitantes, é uma das cidades mais visitadas do país e um lugar bom para conhecer melhor a cultura e formas de vida, este encantador país. 
Se você está pensando em visitá-la, coisa que aqui eu recomendo, não vos esperem grandes vista, importantes monumentos ou museus interessantes. Aqui não há nada disso. Mas compensa esta falta de visitas com o ambiente reinante, com a picaresca de suas pessoas e com a vida que se respira nos becos de sua medina. Aí vão as 12 visitas( 1, que eu não gostei), que considero imprescindíveis em uma visita a Marrakech: 
Praça Jemma El Fna, onde bate Marrakech. 
Um dos pontos de encontro mais famosos do mundo, a grande praça da medina é onde pulsa a cidade, o site que todos vêm e centro social a que deve dirigir-se a medir o pulso desta urbe e onde o seu ruído, a sua actividade e a multidão se cativá-lo. Músicos, encantadores de serpentes, adestradores de macacos, barracas de comida, tatuadoras de henna, vendedores de cabelo médio, curioso, saltimbancos, prostitutas e mercachifles fazem deste um lugar inesquecível. Ao cair da tarde, se respira um ambiente mágico. 


A Medina e Souks, compras e negociação por toda a parte 
Um lugar para se perder uma e outra vez ( literalmente). A medina de Marrakech tem um charme e um barulho e difíceis de descrever. Aqui, de acordo com lei municipal, não existem edifícios mais altos do que uma palmeira e os becos são tão intrincados que não aparecem em nenhum mapa. Labirintos de ruelas que despistan o melhor dos orientados, os locais vão tentar ajudá-lo ( cerca de desinteresamente e outros em troca de uma gorjeta). Agrupados por guildas a quantidade de lojas e barracas de comida é incrível e o gentio, o ruído e as aglomerações algo normal aqui. Fiquei impressionado com a quantidade de motos que esquivan os transeuntes e os carroções puxados por burros. Aqui, tudo parece saído do passado. E se você é viciado/a às compras prepare-se para barganhar e muito.... Outro conselho: se vos alojáis no coração da Medina, vos auguro uma chegada caótica, com mais de uma perda. O melhor, negociar o preço com um carregador com carrinho e que vos levem a vós e às vossas malas até o Riad em questão. Ahorrareis tempo e o primeiro contato com a medina não será tão difícil... 

Mesquita de Koutoubia 
A mesquita mais famosa da capital encontra-se ao lado da grande praça e destaca o seu minarete de 77 metros. Os não-muçulmanos temos proibida de entrar nela, então você tem que se contentar em vê-lo de fora e fazer algumas fotos. É um dos símbolos da cidade e você vai ver a partir de quase qualquer lugar. 
Palácio Bahia, típica arquitectura marroquina 
Palácio do século XIX, com mais de 160 quartos, foi mandado construir por um poderoso vizir e se podem contemplar seus belos pátios, os seus quartos finamente decorados ou tranquilos e bem cuidados jardins. Se vos digo a verdade, não fomos vê-lo, apesar de aparecer em todas as guias da cidade. 
Ben Youssef Madrasa 
No coração da medina, uma das visitas obrigatórias que há que fazer se você estiver indo para Marrakech é a de esta escola corânica fundada no século XIV, onde se ensinavam as escrituras e as leis do Islã. A sua cuidada arquitetura, sua detalhado mihrab e o belo pátio interior contrastam com as humildes células dos estudantes. Passear por elas faz-lhe um dar-se conta de austeridade e sacrifício que deveria estudar aqui. Conta con132 quartos que podiam abrigar 900 alunos. Entrada: 30 dirhams ( 3 euros). 
Túmulos sadies 
Esta é uma das atrações mais visitadas de Marrakech, onde podem-se ver os vestígios mais bonitos dos sultões sadies, uma dinastia com uma agitada história que agora descansa neste lugar. Salas com muita ornamentação, e mais de 100 túmulos decorados com mosaicos. Entrada: 10 dirhams. 
Palácio Badi 
O que fora um dos mais majestosos palácios de Marrakech há 4 séculos, é hoje um conjunto de ruínas que nos aproxima vagamente a opulência que aqui existiu. Uma grande esplanada e algumas muralhas desgastadas com ninhos de cegonhas é o que encontramos aqui. Foi outra das visitas que me decepcionou um pouco, e acho que só os amantes dos restos arqueológicos podem desfrutar deste lugar. Entrada: 10 dirhams ( 1 euro). 
Museu De Marrakech 
Sim, também há museus em Marrakech mas não são de muita importância. Os tivemos que sacrificar junto a outras visitas por nossa fuga para Essaouira. Situado junto à Ben Youssef Madrasa, encontramos este museu, localizado em um palácio do século XIX, onde expõem coleções permanentes de arte contemporânea, bem como do património cultural marroquino. 
Jardins Menara 
Com o Atlas como pano de fundo, ergue-se na periferia da cidade, um pequeno e simples pavilhão rodeado de um imenso campo de oliveiras e um grande lago onde os locais vão a passear e a fazer relações sociais. Este lugar é um dos mais fotografados por sua beleza,especialmente com as montanhas Atlas, cobertas de neve ao fundo. Aos fins-de-semana, a área está repleta de pessoas, famílias inteiras passando o dia, grupos de amigos à sombra de oliveiras ou em busca de diversão. Encontramos até camelos para tirar fotos (vemos que muitos turistas do país desfrutam conseguir uma foto em cima de lombos de camelos). 
Jardim Majorelle 
Os jardins de propriedade do designer Ives Saint Laurent são os lugares mais visitados da cidade. Criados em 1930, conta com inúmeras espécies botânicas e, muitas vezes, apesar de sua situação algo afastada, sobrelotados de turistas. http://jardinmajorelle.com/ 
Palmeiral 
Um lugar com mais de 100000 palmeiras, onde você pode passear de bicicleta, andar de camelo ou visitar alguns dos mais luxuosos hotéis da zona, como o Palmeraie Hotels and Resorts, um impressionante complexo de 6 hotéis de luxo, com 11 restaurantes, o maior spa Marrakech ou Nikki Beach, o bar da piscina mais chique do norte de áfrica. Sem dúvida, a área mais elegante da cidade e um dos bairros mais luxuosos de Marrocos. 
Bairros de Marraquexe, e Gueliz 
Se você quer sair de marcha e descobrir a vida noturna desta cidade tem que passar pelo bairro de Hivernage, perto da medina. Discotecas, clubes, hotéis de luxo, locais chique... deixo-Vos alguns nomes para curtir a noite: Jad Mahal e Le Comptoir, dois locais de copos com espetáculos de dança do ventre incluídos. E no moderno Gueliz, e junto com a grande artéria da cidade, a avenida Mohamed V, encontrará o bairro mais ocidental de Marrakech, com lojas ocidentais, restaurantes de comida rápida. Paramos para um lanche na Elite Café, um lugar muito ocidental e movimentado, que oferece bebidas e refeições ligeiras, como pizzas, sanduíches e saladas a partir de 4 euros, além de wi-fi gratuito. Se tenho de vos sinceros não me desagradou estes lugares, mas de bairros ocidentais já estamos fartos.... 
Bairro dos curtidores 
Uma das decepções, (daí o 1 do título, não se se vale a pena) de nossas visitas foram curtumes, esses números locais ( desprendem odores fortes), onde se trabalha o couro de uma forma tradicional, e são tão típicos das grandes cidades marroquinas.Esperava algo diferente, mais colorido e mais interessante, já que tinha visto preciosas fotos e li sobre esse ancestral trabalho. Nos custou deus e ajuda-lo já que não há sinais e a população local se tentar pregar partidas em troca de moedas. Uma vez lá, um dos "guias credenciados" se há um curso rápido com explicações mínimas. Vimos duas delas, mas tivemos muitos problemas para fazer fotos já que os berberes não gostam das câmeras... 30 dirhams não custa o mini-turnê para aprender muito pouco sobre o tratamento das peles, que são introduzidas em cal viva, cocô de pombo..... Foco de outra maneira poderia ser mais interessante. Eu gostei mais o perder várias vezes e ver o movimento dos locais comprando em bancas de frutas ou em açougues rudimentares que curtumes em si. Decepção total. 
Este é o meu revisitando o que considero essencial em uma visita a esta deslumbrante cidade onde não encontrarão grandes visitas, nem monumentos suntuosos, mas sim uma cidade cheia de vida, um ambiente de rua indescritível, um barulho constante que leva você de volta no tempo com labirintos de ruelas e postos ambulantes repletos de cheiros, ruídos e odores inesquecíveis. Um lugar para desfrutar de sua gente e respira vida, esse conceito tão básico que estamos esquecendo com muita facilidade.

Se há uma cidade que se pode cativar pela sua agitação constante, o ambiente de sua medina e o ruído de seus souks essa é a Marrakech, uma cidade que me deixou perplexo mais por suas gentes, a sua frenética atividade e caótico mercado que, pelas visitas que se podem realizar. Situada aos pés da cordilheira do Atlas, Marrakech, com uma medina, declarada Património da Humanidade pela Unesco, e mais de um milhão e meio de habitantes, é uma das cidades mais visitadas do país e um lugar bom para conhecer melhor a cultura e formas de vida, este encantador país.
Se você está pensando em visitá-la, coisa que aqui eu recomendo, não vos esperem grandes vista, importantes monumentos ou museus interessantes. Aqui não há nada disso. Mas compensa esta falta de visitas com o ambiente reinante, com a picaresca de suas pessoas e com a vida que se respira nos becos de sua medina. Aí vão as 12 visitas( 1, que eu não gostei), que considero imprescindíveis em uma visita a Marrakech:
Praça Jemma El Fna, onde bate Marrakech.
Um dos pontos de encontro mais famosos do mundo, a grande praça da medina é onde pulsa a cidade, o site que todos vêm e centro social a que deve dirigir-se a medir o pulso desta urbe e onde o seu ruído, a sua actividade e a multidão se cativá-lo. Músicos, encantadores de serpentes, adestradores de macacos, barracas de comida, tatuadoras de henna, vendedores de cabelo médio, curioso, saltimbancos, prostitutas e mercachifles fazem deste um lugar inesquecível. Ao cair da tarde, se respira um ambiente mágico.

A Medina e Souks, compras e negociação por toda a parte
Um lugar para se perder uma e outra vez ( literalmente). A medina de Marrakech tem um charme e um barulho e difíceis de descrever. Aqui, de acordo com lei municipal, não existem edifícios mais altos do que uma palmeira e os becos são tão intrincados que não aparecem em nenhum mapa. Labirintos de ruelas que despistan o melhor dos orientados, os locais vão tentar ajudá-lo ( cerca de desinteresamente e outros em troca de uma gorjeta). Agrupados por guildas a quantidade de lojas e barracas de comida é incrível e o gentio, o ruído e as aglomerações algo normal aqui. Fiquei impressionado com a quantidade de motos que esquivan os transeuntes e os carroções puxados por burros. Aqui, tudo parece saído do passado. E se você é viciado/a às compras prepare-se para barganhar e muito…. Outro conselho: se vos alojáis no coração da Medina, vos auguro uma chegada caótica, com mais de uma perda. O melhor, negociar o preço com um carregador com carrinho e que vos levem a vós e às vossas malas até o Riad em questão. Ahorrareis tempo e o primeiro contato com a medina não será tão difícil…

Mesquita de Koutoubia
A mesquita mais famosa da capital encontra-se ao lado da grande praça e destaca o seu minarete de 77 metros. Os não-muçulmanos temos proibida de entrar nela, então você tem que se contentar em vê-lo de fora e fazer algumas fotos. É um dos símbolos da cidade e você vai ver a partir de quase qualquer lugar.
Palácio Bahia, típica arquitectura marroquina
Palácio do século XIX, com mais de 160 quartos, foi mandado construir por um poderoso vizir e se podem contemplar seus belos pátios, os seus quartos finamente decorados ou tranquilos e bem cuidados jardins. Se vos digo a verdade, não fomos vê-lo, apesar de aparecer em todas as guias da cidade.
Ben Youssef Madrasa
No coração da medina, uma das visitas obrigatórias que há que fazer se você estiver indo para Marrakech é a de esta escola corânica fundada no século XIV, onde se ensinavam as escrituras e as leis do Islã. A sua cuidada arquitetura, sua detalhado mihrab e o belo pátio interior contrastam com as humildes células dos estudantes. Passear por elas faz-lhe um dar-se conta de austeridade e sacrifício que deveria estudar aqui. Conta con132 quartos que podiam abrigar 900 alunos. Entrada: 30 dirhams ( 3 euros).
Túmulos sadies
Esta é uma das atrações mais visitadas de Marrakech, onde podem-se ver os vestígios mais bonitos dos sultões sadies, uma dinastia com uma agitada história que agora descansa neste lugar. Salas com muita ornamentação, e mais de 100 túmulos decorados com mosaicos. Entrada: 10 dirhams.
Palácio Badi
O que fora um dos mais majestosos palácios de Marrakech há 4 séculos, é hoje um conjunto de ruínas que nos aproxima vagamente a opulência que aqui existiu. Uma grande esplanada e algumas muralhas desgastadas com ninhos de cegonhas é o que encontramos aqui. Foi outra das visitas que me decepcionou um pouco, e acho que só os amantes dos restos arqueológicos podem desfrutar deste lugar. Entrada: 10 dirhams ( 1 euro).
Museu De Marrakech
Sim, também há museus em Marrakech mas não são de muita importância. Os tivemos que sacrificar junto a outras visitas por nossa fuga para Essaouira. Situado junto à Ben Youssef Madrasa, encontramos este museu, localizado em um palácio do século XIX, onde expõem coleções permanentes de arte contemporânea, bem como do património cultural marroquino.
Jardins Menara
Com o Atlas como pano de fundo, ergue-se na periferia da cidade, um pequeno e simples pavilhão rodeado de um imenso campo de oliveiras e um grande lago onde os locais vão a passear e a fazer relações sociais. Este lugar é um dos mais fotografados por sua beleza,especialmente com as montanhas Atlas, cobertas de neve ao fundo. Aos fins-de-semana, a área está repleta de pessoas, famílias inteiras passando o dia, grupos de amigos à sombra de oliveiras ou em busca de diversão. Encontramos até camelos para tirar fotos (vemos que muitos turistas do país desfrutam conseguir uma foto em cima de lombos de camelos).
Jardim Majorelle
Os jardins de propriedade do designer Ives Saint Laurent são os lugares mais visitados da cidade. Criados em 1930, conta com inúmeras espécies botânicas e, muitas vezes, apesar de sua situação algo afastada, sobrelotados de turistas. http://jardinmajorelle.com/
Palmeiral
Um lugar com mais de 100000 palmeiras, onde você pode passear de bicicleta, andar de camelo ou visitar alguns dos mais luxuosos hotéis da zona, como o Palmeraie Hotels and Resorts, um impressionante complexo de 6 hotéis de luxo, com 11 restaurantes, o maior spa Marrakech ou Nikki Beach, o bar da piscina mais chique do norte de áfrica. Sem dúvida, a área mais elegante da cidade e um dos bairros mais luxuosos de Marrocos.
Bairros de Marraquexe, e Gueliz
Se você quer sair de marcha e descobrir a vida noturna desta cidade tem que passar pelo bairro de Hivernage, perto da medina. Discotecas, clubes, hotéis de luxo, locais chique… deixo-Vos alguns nomes para curtir a noite: Jad Mahal e Le Comptoir, dois locais de copos com espetáculos de dança do ventre incluídos. E no moderno Gueliz, e junto com a grande artéria da cidade, a avenida Mohamed V, encontrará o bairro mais ocidental de Marrakech, com lojas ocidentais, restaurantes de comida rápida. Paramos para um lanche na Elite Café, um lugar muito ocidental e movimentado, que oferece bebidas e refeições ligeiras, como pizzas, sanduíches e saladas a partir de 4 euros, além de wi-fi gratuito. Se tenho de vos sinceros não me desagradou estes lugares, mas de bairros ocidentais já estamos fartos….
Bairro dos curtidores
Uma das decepções, (daí o 1 do título, não se se vale a pena) de nossas visitas foram curtumes, esses números locais ( desprendem odores fortes), onde se trabalha o couro de uma forma tradicional, e são tão típicos das grandes cidades marroquinas.Esperava algo diferente, mais colorido e mais interessante, já que tinha visto preciosas fotos e li sobre esse ancestral trabalho. Nos custou deus e ajuda-lo já que não há sinais e a população local se tentar pregar partidas em troca de moedas. Uma vez lá, um dos “guias credenciados” se há um curso rápido com explicações mínimas. Vimos duas delas, mas tivemos muitos problemas para fazer fotos já que os berberes não gostam das câmeras… 30 dirhams não custa o mini-turnê para aprender muito pouco sobre o tratamento das peles, que são introduzidas em cal viva, cocô de pombo….. Foco de outra maneira poderia ser mais interessante. Eu gostei mais o perder várias vezes e ver o movimento dos locais comprando em bancas de frutas ou em açougues rudimentares que curtumes em si. Decepção total.
Este é o meu revisitando o que considero essencial em uma visita a esta deslumbrante cidade onde não encontrarão grandes visitas, nem monumentos suntuosos, mas sim uma cidade cheia de vida, um ambiente de rua indescritível, um barulho constante que leva você de volta no tempo com labirintos de ruelas e postos ambulantes repletos de cheiros, ruídos e odores inesquecíveis. Um lugar para desfrutar de sua gente e respira vida, esse conceito tão básico que estamos esquecendo com muita facilidade.




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